CRÍTICA: PARA SEMPRE ALICE (Still Alice)

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Julianne Moore interpreta Alice, uma mulher de meia idade que se depara precocemente com um tipo raro de Mal de Alzheimer hereditário.

Alice é uma professora renomada de universidade e leciona Linguística. Tem três filhos, um marido que a ama e reconhecimento internacional, uma tipica família americana. A filha mais velha é advogada já casada e gravida. O filho do meio é formado em medicina e a cada semana apresenta uma nova namorada para a família. A filha caçula, brilhantemente interpretada por Kristen Stewart (Saga Crepúsculo) está desempregada e sonha em ser atriz., mas toda essa alegria de uma tipica família americana bem sucedida se esgota quando Alice é diagnostica com Alzheimer.

Os meses vão passando e violentamente Alice vai se deteriorando aos olhos de sua família (e dos espectadores) de uma forma tão abrupta que somado a excelência da interpretação de Moore, é simplesmente comovente. Apesar de todo esse turbilhão, o filme se contradiz e tenta a todo momento transmitir uma sutileza que é obtida graças a Alice que mesmo afundando em um abismo sem fim, não se entrega para a batalha.

A forma com ela lida para retardar o avanço da doença é um dos pontos altos do longa. Com a ajuda da tecnologia ela anota tudo em seu telefone e computador, desde lembretes de horas marcadas até longos questionários incluindo “Qual o seu nome?”, “Qual o nome da sua filha mais velha?” que são respondidos diária e sucessivamente.

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Mesmo com a tecnologia a seu favor, a degradação é inevitável, Alice começa a esquecer palavras, perder objetos dentro de casa, se perder nas ruas de Nova Iorque e se perder até mesmo dentro de casa. É lamentável você lembrar da Alice do inicio do longa, completamente lucida que dava aula para universitários, e depois olhar uma Alice completamente debilitada, dependente e vazia.

O grande trunfo do filme está no apoio familiar. O marido de Alice não a abandona em nenhum momento, e seus filhos se solidarizam de tal forma, que a filha caçula com quem Alice menos tinha contato, acaba se tornando a pessoa mais próxima.

Para sempre Alice aborda o Alzheimer de uma maneira encorajadora, porém, muito fria e verdadeira. Para quem nunca teve contato com a doença será um choque, e que para quem já teve é devastador, pois mostra fidedignamente o que é este mal e como ele acaba com sua vitima e as pessoas que convivem com a mesma.

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Uma pena não estar concorrendo na categoria “Melhor Filme”, não que fosse ganhar, mas merecia ao menos concorrer, ter o reconhecimento legitimo. Julianne Moore está concorrendo a “Melhor Atriz” e tem muitas chances de levar a estatueta, a unica atriz que pode derruba-la é  a minha favorita Marion Cotilard (Dois dias, uma noite).

Ao termino do filme, aplaudi de pé e com lagrimas nos olhos. A dupla de diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland guiaram essa obra-prima com maestria e Julianne Moore (que acabou de ganhar o Globo de Ouro pela interpretação de Alice), como de costume deu uma aula de interpretação e é sim A Favorita para o Oscar!

Nota: 9,0

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