OSCAR 2015 #1: O GRANDE HOTEL BUDAPESTE

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O extraordinário e nada convencional O Grande Hotel Budapeste que tem direção de Wes Anderson (Moonrise Kingdom 2012) é acompanhando de um extenso e magnifico elenco cheio de nomes famosos.

Ambientando em um País/Reino fictício no Séc XX, que muito nos lembra a Rússia, no Grande Hotel Budapeste o qual tem o titulo do filme, trabalham o Concierge M. Gustave interpretado magnificamente por Ralph Fiennes (Harry Potter) e seu pupilo o Mensageiro Zero (sim, seu nome é o algarismo) interpretado por Tony Revolori, que são os ancoras dessa narrativa, que de uma forma muito divertida, é uma narrativa dentro de duas outras narrativas, fato muito curioso mas que pode embaraçar o espectador menos atento, pelo menos no inicio do longa.

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A Fotografia do filme é o ponto alto (minha aposta certa para o Oscar nessa categoria) tamanha a magnitude e complexidade que O Diretor Wes Anderson e seu Diretor de Fotografia Robert Yeoman já nos mostraram antes em Moonrise Kingdom. Os cenários, as cores, os figurinos (bárbaros!) e os objetos são tão agradáveis aos olhos, e combinados com o ritmo de planos abertos, câmera fixa e agilidade dos personagens em cena, são um espetáculo aos olhos.

Os personagens agem como se estivessem em um balé, tamanha é a harmonia, precisão e sincronismo de suas interpretações. A trama é divida em 5 capítulos e tem bom ritmo e um enredo que nos prende. As coisas mais absurdas e imprevisíveis acontecem quando menos se espera, e quando em algum momento (são poucos) o filme parece amornar, explode na tela algum fato descontraído ou tenso e coloca nossos “heróis” em alguma situação de constrangimento ou risco. É uma experiencia divertidíssima!

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Outra coisa que chama a atenção no longa, é que em cada um dos 5 capítulos que nos são apresentados, a trama muda completamente e mesmo assim não perde sua narrativa cronológica. O filme está sempre avançando, não faz rodeios com o espectador, tem uma edição enxuta e pragmática. O roteiro é muito sofisticado e grandioso, envolvendo assassinatos, herança, ambição e amizade, com direito a arquitetação de plano para escapar de uma penitenciaria de segurança máxima de uma Europa Oriental as sombras do imperialismo.

O diretor Wes Anderson tem muitos amigos, a prova cabal disso é que ele desperdiça (no melhor sentido) grandes nomes do cinema com apenas participações especiais (que por sinal são excelentes). A ultima vez que vi tantos nomes de Hollywood reunidos em apenas um filme foi em Contágio (2011) do diretor Steven Soderbergh onde cada morte banal era interpretada por um grande nome.

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O Grande Hotel Budapeste levou o Globo de Ouro na categoria “Melhor Comédia” (eu julgo o filme como comédia-dramática ou tragicômico) e é um dos favoritos aos Oscar 2015, tal indicação me deixou bastante surpreso e animado, pois mostra que a academia se curvou à comédia, e reconhece que esse gênero pode sim apresentar películas de altíssima qualidade, e não julgar toda comédia como pastelão.

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Por fim a mensagem que o filme pretende passar é a mesma pela qual o personagem M. Gustave tenta nos transmitir incessantemente com toda sua altivez e requinte de alguém que tenta escapar a todo momento de uma época de guerra, onde os valores mais simples e fundamentais são esquecidos, que se resume na seguinte frase que o personagem cita: “Ainda há lampejos de civilização neste açougue bárbaro que já foi chamado de humanidade”, Ele busca esses lampejos mas não encontra, um bobo-otimista, ilusão de alguém de que já não faz mais parte desse contexto há muito perdido. Lamentável!

Nota: 10

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