OSCAR 2015 #06: A TEORIA DE TUDO

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Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme relata as descobertas do Astrofísico interpretado por Eddie Redmayne, seu romance com Jane Wide (Felicity Jones) e sua precoce doença  motora degenerativa.

Como todo filme biográfico, A Teoria de Tudo oferece a seu protagonista uma homenagem, mas nesse caso vai além, e acaba por enaltece-lo de tal forma, que o distancia da realidade e o venera como se fosse um Deus inatingível. Um personagem que não comete erros, está sempre superando situações e responde a tudo com muito bom-humor, o que pode ser um tanto quanto irritante em alguns momentos.

Com esse ponto negativo deixado de lado, o filme se torna interessante. A atuação de Eddie Redmayne com toda certeza vai lhe trazer  estatueta neste domingo, caso isso não aconteça será uma injustiça que entrará na coleção do prêmio. Eddie consegue transparecer com tanta realidade e naturalidade os problemas degenerativos de seu personagem que por muitas vezes é agoniante e extremamente cruel.

Não posso deixar de lado a atuação de Felicity Jones, a qual também está concorrendo ao Oscar pelo filme (não tem menor chance de vencer) e trabalhou muito bem como a esposa de Stephen, uma mulher forte e disposta a encarar qualquer desafio em nome de seu grande amor.

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O filme peca na Fotografia, a qual é trabalhada com um brilho intermitente, que logo nos primeiros minutos me fez retirar e limpar meu óculos para verificar se não era sujeira em minha lente, como resultando, o filme é entregue a um tom lúdico, afastando a história da realidade, transformando a narrativa em um conto imaginário de amor. Mas se você superar isso, como eu consegui superar, ainda sim o filme é muito encantador.

A Teoria de Tudo não tem chances de levar o Oscar neste domingo, apesar de ser o filme mais politicamente correto entre os concorrentes, pois conta com o mocinho perfeito, a mocinha encantadora e muitos desafios a serem superados. E como de costume de filmes Britânicos, carrega consigo uma seriedade, aquele afastamento dos sentimentos profundos de seus personagens, tal distanciamento mesclado com uma fotografia lúdica, pode deixar o espectador confuso quanto ao real tom que o filme deseja transmitir.

Nota: 7,5

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